quinta-feira, 11 de outubro de 2007

Cultura X CulturAS

http://zecacamargo.globolog.com.br/
Em relação ao blog do jornalista Zeca Camargo, podemos perceber que o texto utilizado é aquele praticado por quase todos os jornalistas, o texto é coeso, organizado por lide e sub lide, mas não há uma formalidade dos sites de noticias. Zeca Camargo trata em seu blog de cultura e como ele mesmo defini, uma cultura alta, baixa e que na verdade não importa que cultura seja essa. O texto, no entanto, fica mais opinativo e deixando a informação de lado, esse blog é para quem quiser conhecer a opinião do jornalista, o que acaba atraindo bastante leitor para o blog. O texto do jornalista é mais claro, interesse e faça com que você queira participar dos assuntos do blog. Nesse blog as opiniões do autor são respeitadas. Mas ele utiliza conceitos claros do jornalismo, mas ouvindo sempre o leitor.
A atualização do blog é freqüente, relatando todos os acontecimentos e colocando a sua opinião acerca desses episódios. E diante dessa atualização, a participação do leitor é freqüente, opinando em relação aos textos publicados e o nome do jornalista faz com que aumente a credibilidade do autor.

http://blcarvalho.blogspot.com/
Em relação ao blog cultura brasileira, que deveriam abordar todos os manifestos de arte cultural, mas o que observarmos no blog, só tem opinião de música brasileira. O blog não tem uma certa referencia porque ao entrar na página não tem muitos conteúdos e falta assunto para questionar o assunto. O texto trabalhado no blog é de opinião do autor, mas o texto não tem consistência e determinados momentos é textos extraídos de revistas e sites que tem opinião em relação ao fato. Não há uma participação efetiva do leitor, pois poucos comentários foram feitos e em relação a isso não existe uma atualização por parte do autor do blog. O que acaba afastando o leitor do blog.

quinta-feira, 20 de setembro de 2007

ANÁLISE DE SITES INSTITUCINAIS E NOTICIOSOS

Foi nos dada a tarefa de realizar uma análise de um site institucional e um noticioso. Dentre os quesitos a serem observados estão os oito valores estratégicos e táticos para o aperfeiçoamento técnico de um site de qualidade. Escolhemos para o institucional o site da Faculdade Cásper Líbero (http://www.facasper.com.br) e para o noticioso o site Folha Online (http://www.folha.uol.com.br). Seguem abaixo as conclusões do grupo:
Site Folha Online
Valores estratégicos:

1) Identidade
O visual do site é clean, com o background branco, os textos em preto e as e manchetes em azul marinho. A logo fica no canto esquerdo do topo do site.

2) Impacto
Apesar de o visual ser simples, o impacto é causado pela poluição de tantos títulos, enunciados de matérias e alguns anúncios publicitários.
3) Audiência (feedback)
Apesar da ausência de um contador de visitas na página, pode-se perceber que a Folha Online é um site bastante popular. Essa afirmativa é confirmada pelos freqüentes comentários feitos pelos leitores, que usam o espaço concedido de modo a exporem suas devidas opiniões acerca dos assuntos discutidos. Além de opinarem, podem se identificar, dar nota à reportagem, informar aonde moram e comunicar supostos erros do site.
No tópico “Fale Conosco” o leitor pode também fazer denúncias e sugerir temas para futuras reportagens, etc.

4) Competitividade
A Folha Online é um dos sites noticiosos de maior referência no país, o que a torna extremamente competitiva. Há variedade de matérias sobre, além de várias opções de colunistas e notícias, nas quais, o interneuta pode participar comentando.

Valores táticos:

1) Design
Confuso e mal distribuído

2) Conteúdo
Apesar do conteúdo estritamente informativo, há também anúncios publicitários e um link institucional exclusivo sobre o grupo Folha e seus respectivos produtos e vantagens; atendimento ao assinante, banco de dados, trabalhe na Folha, etc.

3) Produção
Há boa utilização dos recursos web, mas o visual peca.

4) Utilidade
A navegabilidade mostra-se emoldurada nos padrões clássicos de divulgação noticiosa informatizada. As manchetes das principais notícias ficam dispostas em destaque na primeira página, devidamente hierarquizadas. Na parte superior e inferior da página principal há um menu onde se encontram as seções do site, o que facilita o acesso direto e específico ao conteúdo desejado, tal qual nas demais páginas. A partir do momento em que o usuário opta por uma determinada seção, terá acesso às notícias particulares de cada área, também expostas por ordem de importância. Quando o leitor seleciona especificamente uma matéria, terá acesso a toda uma gama de opções que, por meio de links organizados em tópicos, podem fornecer ao internauta a possibilidade de um maior aprofundamento do assunto. Esses links ficam dispostos no fim dos textos jornalísticos, de maneira persuasiva e com os verbos no presente.
Site Faculdade Cásper Líbero
Valores estratégicos:

1) Identidade
O site da faculdade Cásper Líbero possui uma imagem clara, limpa. Tudo extremamente divido: Do lado esquerdo do site, encontra-se os cursos que a faculdade oferece, uma intranet acadêmica para os alunos e professores e também onde os alunos fazem estágio, Tv, Rádio etc. O site possui um background branco com uma divisão na parte de cima com o slogan da faculdade, além de ser bem colorido.

2) Impacto
O impacto causado ao abrir o site não é muito forte e não sai nada dos padrões convencionais de sites de faculdade.

3) Audiência (feedback)
Assim como o site da Folha de São Paulo, também não possui um contador de visitas. Sua audiência vale para os alunos que entram frequentemente no site para acessar a Intranet Acadêmica, para os professores e para quem tiver interesse de conhecer um pouco da faculdade e o que ela oferece ao aluno. Possui um link de telefone pra contato, pode-se encontrar os telefones de todas as coordenações dos cursos, dos laboratórios, da secretaria, da tesouraria e um telefone específico para o vestibulando.

4) Competitividade
A competitividade do site é referente aos de outras faculdades de comunicação e turismo na hora da escolha do aluno.

Valores táticos:

1) Design
Simples, básico.

2) Conteúdo
Ao acessar o site, nota-se que existe uma variedade de conteúdo, esclarecendo qualquer dúvida que algum estudante tenha ao escolher a Faculdade Cásper Líbero e também para quem já é aluno da faculdade. Possui um link para cada curso e dentro dele há matérias e informações.

3) Produção
Ótimos recursos, fotos bem aproveitadas, letras grandes.

4) Utilidade
O site é todo separado por links que levam a determinada matéria sobre a faculdade. No lado direito, encontra-se links sobre Vest Cásper 2008, Bolsas de estudo, encontra-se o Manual do Aluno e suas publicações. No centro, pode-se notar logo a primeira vista uma chamada para ex alunos, um link sobre o curso de Turismo e alguns eventos programados pela faculdade. E no lado esquerdo, os cursos que a faculdade oferece aos alunos.
Marcella Vanzo

quinta-feira, 13 de setembro de 2007

Ícones do brega nacional viram tema de documentários

O mundo parece viver um momento de "eterno retorno" sem igual. O que era velho agora é novo e chama-se "vintage" e, o que era brega virou "legal" e está emergindo na superfície pop. Prova disso está no cinema. Uma matéria recente do site Globo.com mostra que figuras que caíram no gosto popular há décadas atrás ( como a rebolativa chacrete Rita Cadillac e a exótica e performática Elkie Maravilha) estão de volta em filmes que documentam a memória do universo brega-pop brasileiro. Abaixo segue a matéria:


"Após décadas relegados a um limbo povoado por girassóis artificiais e pingüins de geladeira, Waldick Soriano, Rita Cadillac e Elke Maravilha têm agora a oportunidade de se livrar do rótulo de “ícones do brega”. Ou ao menos de ganhar uma alcunha mais simpática, como “cults”. Três diretores focaram suas câmeras nessas figuras emblemáticas da cultura popular em documentários que prometem legitimar sua trajetórias.

A atriz Patrícia Pillar foi além do clássico cafona “Eu não sou cachorro não” e se encantou ao ouvir outros hits de Waldick Soriano, como “Tortura de amor”, “Dama de vermelho” e “Você mudou demais”. O resultado dessa pesquisa musical é um media-metragem que está em fase de edição e deve estrear no início de 2008. Já Elke Maravilha e Rita Cadillac vão ver suas histórias mais cedo no cinema. “Elke”, de Julia Rezende, e “Rita Cadillac – a lady do povo”, de Toni Venturi, estréiam no Festival do Rio, que acontece a partir do dia 20 de setembro.

“Chega a ser perverso delegar ao Waldick o rótulo de brega. Aos 74 anos ele ainda canta tão bonito, com tanta emoção!”, opina Patrícia Pillar, que também dirigiu o DVD do show ao vivo do cantor, lançado pela Som Livre. Há dois anos a atriz garimpa LPs e gravações esquecidas do ex-garimpeiro e ex-lavrador de Caetité, interior baiano. “Waldick é um homem que deixou sua terra natal para buscar o sucesso na cidade grande. Essa é a história de muitos brasileiros”, explica.

“Por acaso o amor é brega?” Para Waldick, voltar à pequena Caetité em busca de seu passado foi o momento de maior emoção do documentário. “Foi muito bonito. Patrícia é uma menina caprichosa, será um bom filme”, conta Waldick. E nem tente falar em termos como “brega” ou “cafona” para o cantor. “Minhas músicas são românticas. Por acaso o amor é brega? O povo não acha”, garante ele, que há pelo menos duas décadas só veste roupas escuras e não abandona o visual inspirado no cowboy Durango Kid.

Quem também levanta a bandeira do “abaixo o preconceito” é Julia Rezende, diretora do curta “Elke”. Durante as filmagens de “Zuzu Angel” (2006), do qual foi assistente de direção, Júlia se encantou pelo que chama de “universo de Elke Maravilha”. “As pessoas pensam que ela se veste daquele jeito por pura extravagância. Mas cada peça de roupa, cada maquiagem ou peruca é fruto das várias culturas que conhece planeta afora. Elke é cosmopolita!”, reverencia a cineasta.

As 17 horas de conversas com a ex-jurada que se recusava a dar notas baixas no "Show de calouros" foram reduzidas a 14 minutos. “Meu filme não se encaixa no padrão sisudo dos documentários. Deixei Elke contar sua vida. O marido Sacha é o único a aparecer”.


É bom para o moral
Musa rebolativa dos anos 80 e atual estrela da produtora de filmes adultos Brasileirinhas, Rita Cadillac garante que “quase caiu de costas” quando o diretor Toni Venturi bateu à sua porta pedindo autorização para contar a história de sua vida no cinema. “Fiquei pensando: esse cara só pode estar de onda comigo...”.


A ex-chacrete se deu conta de que não se tratava de um “caldo” e que o “surfista” em questão falava sério quando o projeto de “Rita Cadillac – a lady do povo” foi um dos aprovados pelo programa “Documenta Brasil”, do Ministério da Cultura. “Não vejo absurdo em filmar a trajetória da Rita. Ela é um ícone popular! Que outra celebridade tem os títulos de ‘musa dos presidiários’ ou ‘madrinha dos garimpeiros’?”, desafia Venturi, que incluiu no filme depoimentos de familiares, ex-colegas do “Cassino do Chacrinha” e do médico Drauzio Varella.

Satisfeita que só, Rita esbanja orgulho e conta que ainda não assistiu ao filme. Só a versão de 44 minutos feita para a TV. “Quer saber? Essa história de documentário sobre minha vida foi uma terapia. E eu nem tive que pagar hora para o psicanalista' , brinca."

Juliana Tozzi

segunda-feira, 10 de setembro de 2007


O Muro teria caído porque...

Se você tivesse de dar continuidade à frase iniciada no título desta coluna, que escreveria, caro leitor? Imagino que escreveria algo que correlacionasse adequadamente com o que se expressa com “teria caído”, sem esquecer –obviamente – que a conjunção “porque” introduz idéia de causa, razão, explicação, motivo etc.

Em outras palavras, você certamente encerraria a frase com algo que expressasse a provável causa da queda do muro (“teria caído porque não suportaria o peso do que nele fosse encostado, a força das águas por ele represadas etc”.).

Pois bem. O tal “pedaço” de frase não saiu da minha imaginação. É o início desta construção, veiculada num telejornal: “O muro teria caído porque havia infiltração de água”.

Como o leitor já deve ter notado, de uns tempos para cá há um verdadeiro dilúvio de formas do futuro do pretérito no rádio e na TV (e nos jornais também). A causa talvez esteja no receio de processos judiciais etc.

Vejamos o que diz “Houaiss” a respeito de um dos valores do futuro do pretérito: “É usado quando o locutor não quer responsabilizar-se pela informação do enunciado”. O exemplo do “Houaiss” é este: “Os ossos encontrados seriam de um homem pré-histórico”. Com receio de “bancar” algumas informações, ainda não comprovadas, o jornalista apela para o futuro do pretérito.

Talvez seja conveniente lembrar o valor específico do futuro do passado, ou seja, do futuro do pretérito: “Tempo verbal que situa uma ação ou estado no futuro em relação a um momento passado” (“Houaiss”). De fato, o nome desse tempo não caiu do céu. Seu valor específico é mesmo o de indicar o futuro do passado, mas, como qualquer tempo, ele também tem valores periféricos, um dos quais é justamente o de permitir o não-comprometimento do emissor.

Como todo exagero, esse também cansa, enjoa, enfastia, empobrece. Ninguém assume nada de nada. Chega-se a bizarrices deste jaez: “Segundo a delegada, o ladrão teria entrado...”. Porque tanto receio? Se a delegada disse, a afirmação é dela, e não do jornalista, isto é, basta dizer “Segundo a delegada, o ladrão entrou...”. Isso não que de fato o ladrão entrou; quer dize que a delegada afirma que ele entrou.

Mas voltemos ao muro, ou melhor, à informação veiculada (“O muro teria caído porque havia infiltração de água”). Fica-se com a impressão de que o muro não caiu, certo? Mas caiu, e como caiu! O que não se queria assumir era a informação sobre a provável causa da queda do muro (a infiltração de água). Mas o cacoete traiu o redator, que conjugou no futuro do pretérito o verbo que informa o que de fato ocorreu.

Dias desses, um noticiário esportivo informou que “O gol teria sido anulado porque o jogador...”. Mas o gol foi de fato anulado, santo Deus! Sem querer apelar para um trocadilho infame, jogo duro, não?

Se a construção “O gol foi anulado porque o jogador teria tocado a bola com a mão” já e um tanto enjoativa, embora transmita o que se pretende, ou seja, o não-comprometimento, a não-assunção da razão da anulação do gol (a imagem não foi suficientemente clara, ou seja, não foi possível perceber se o jogador pôs a mão na bola), imagine uma que meta os pés pelas mãos (epa!). É isso.


Extraído da Folha de São Paulo do dia 06 de setembro de 2007

Leonardo Braga

quinta-feira, 6 de setembro de 2007

Cinema e o sistema do estrelismo


A sobrevivência do cinema esteve, por um longo período, subordinada à existência do intérprete. Nos primórdios da arte cinematográfica, diante de toda salva de empecilhos, o público e os exibidores desconheciam os nomes dos atores e atrizes, que, por sua vez, eram identificados com as companhias para as quais trabalhavam ou ganhavam destaque pelos personagens que desempenhavam. A curiosidade popular, no entanto, aos poucos exigia uma identidade mais precisa e pontual para com os rostos que iam se tornando familiares na telona. As empresas, então, passaram a pôr nos letreiros de apresentação dos filmes, tal qual nos cartazes de publicidade, os nomes dos atores. Assim, passou-se a divulgar com maior veemência os talentos que protagonizavam o gênero artístico.

No entanto, ainda eram raros os nomes que se destacavam aos olhos do público, e famosos atores e atrizes de teatro, mediante pagamento de altos salários, também passaram a exibir suas atuações nos filmes da época. A conseguinte competição entre os atores teatrais e os originários do próprio cinema fez com que os últimos passassem a reclamar salários à altura dos que eram pagos ao pessoal do palco. Nascia, então, o estrelismo.

Depois de estabelecido esse sistema de estrelismo, os intérpretes sofreram um processo de padronização, sobretudo nos Estados Unidos, e passaram a representar papéis sempre semelhantes por conta da grandiloqüência mercadológica do capitalismo. As estrelas principais ganhavam salários astronômicos, eram isentos de impostos e se tornavam milionários da noite para o dia.

A globalização e a conseqüente corrida imperialista em busca de influências políticas, econômicas e culturais fez com que um padrão de consumo, em todos os âmbitos, se estabelecesse no mundo. O cinema, como meio de comunicação de massa, como arte coletiva, concebido como espetáculo que pode incitar à reflexão e ao mesmo tempo entreter o expectador, passou a ser um importante objeto de influência ideológica e uma forte gama de investimentos no setor começou a ser efetivada.

Coincidência ou não, Hollywood passou a ditar os moldes das produções cinematográficas e, em pouco tempo, já contagiava (como ainda contagia) o mundo com suas baboseiras e disparates estapafúrdios, sempre de modo a induzir, subversivamente (ou mesmo, descarados), o público a consumir seus podres americanismos.

Por mais que o considerem um cruel ditador, responsável por incontáveis atrocidades, por mais que o critiquem por censurar movimentos artísticos em seu país, por mais que o acusem de obstruir a liberdade de expressão, Fidel Castro (não se preocupem, eu também não gosto dele), em sua árdua luta de manter suas rédeas socialistas em Cuba, nunca há de corroborar com a livre entrada de filmes americanos em seu território, nunca há de permitir ao povo cubano tomar conhecimento a respeito dos heróicos moçinhos afrontando o governo, dos luxuosos automóveis desfilando livremente pelas ruas, das extravagantes banheiras regadas a champagne e loiras peitudas, dos soviéticos mal encarados, dos temíveis tanques americanos, das incansáveis batalhas travadas por um ideal. E no fim tudo sempre dá certo.

Bruno Coser

domingo, 2 de setembro de 2007

O Cárcere e a Rua



Foi exibido no último dia 29 de Agosto de 2007, no cineteatro da UVV o Documentário “O Cárcere e a Rua”. A exibição do filme, faz parte da programação do Cine BR, que leva aos alunos de comunicação Social da UVV, filmes que conflitam nossas realidades e nos façam refletir e discutir sobre o assunto.

Três mulheres (Cláudia, Betania e Daniela) marcadas por um destino. O pano de fundo é o presídio Madre Pelletier, em Porto Alegre. O documentário “O Cárcere e a Rua” retrata a história de três mulheres, mas num contexto pouco abordado e inova ao mostrar o universo carcerário feminino, diferente dos homens, as mulheres são abandonadas pelos maridos, filhos, namorados ou qualquer outro familiar, o que acaba tornando-se umas das características mais doloridas das prisões femininas.

O documentário que foi premiado como o melhor documentário no ano de 2004 no famoso festival de cinema de Gramado, mostra um pouco a história de Cláudia que é a mais velha e mais respeitada da prisão, onde ela vive há 28 anos. Líder entre as presidiárias, a veterana Cláudia recebe em sua cela e dá proteção à novata Daniela, que corre risco de vida por ser suspeita de ter matado o próprio filho -- um crime inaceitável aos olhos da maioria das prisioneiras. A outra história mostrada é a de Betania, que é mãe de duas crianças e está sendo transferido ao regime semi-aberto, o que a obriga a voltar para dormir todos os dias em uma pensão provisória, com horários e regulamento muito rígidos. Não demora muito, ela arruma um novo namorado e decide não voltar à pensão, mesmo correndo o risco de ser presa novamente caso seja encontrada pela polícia.

Enquanto Daniela terá que buscar proteção na cadeia, para não ser assassinada pelas detentas. Cláudia e Betania vão enfrentar as incertezas de quem volta para a Rua. Durante todo o documentário o espectador entra em contato com um mundo deixado de lado pela sociedade, o que são essas pessoas que saem da cadeia e retornam a sociedade, como elas são tratadas e como são vistas. A diretora do documentário entrelaça essas histórias com pulso rítmico e dramático, fazendo do espaço um dos personagens vilões determinantes nessa história.


Leonardo Braga

quinta-feira, 30 de agosto de 2007

Sistema Carcerário



Como tratar do sistema carcerário?

Depois de termos assistido o documentário sobre histórias de pessoas que vivem no sistema carcerário o filme me fez refletir sobre uma assunto importante, como anda o sistema no Brasil e o que o governo vem trabalhando para desenvolver algo sobre esse assunto.
Acho importante, pra começar, fazermos uma análise geral de como se encontra esse sistema. Não é preciso ir muito longe pra entender ou ter uma noção do assunto, basta ser um mero telespectador dos jornais do almoço.

Colocando de lado nossos julgamentos sobre os presidiários, e sem entrar no mérito se merecem ou não estarem nessas condições, as promessas de melhoras do sistema são muitas: aumento da capacidade para abrigar mais presos, celas individuais, com infra-estrutura e equipamentos de segurança inéditos no País, uso de tecnologia avançada e por aí vai.
Sabe, nada mais me espanta no Brasil, considerando que esse não é um problema local. Recentemente, vi uma matéria em que alguns presidiários estavam enjaulados em um carro, recebendo comida pelas frestas e urinando em garrafas de refrigerantes, isso tudo por não haver lugar no presídio. Você se espantou com isso? Teve alguma reação?

Vi aquilo e fiquei paralisada, mas confesso que a minha perplexidade não foi de espanto, e sim de como o ser humano é individualista. O individualismo, na verdade, vem desde aquele momento de criança, em que você ganha um pacote de balas, mas não quer dividir com ninguém, pois quanto mais você tiver, melhor será.
Está dando pra entender esse link?
O poder da hierarquia está cada vez mais abundante, abusado, abstraído e jogando fora o melhor do Brasil. É casa, comida, roupa lavada, e o melhor, ganhando bem, falando assim dá até vontade de entrar nesse meio. Ora! Ironia barata essa!
Penso mesmo que esteja na hora de alguém fazer alguma coisa, mas enquanto o dinheiro prevalecer mais que o coração e a razão, vai ser impossível.

Me desculpe pelo sentimentalismo retrógado...
Marcella Vanzo